segunda-feira, 23 de março de 2015

Primeiras Impressões: A Playlist de Hayden


Mais uma vez a Novo Conceito me enviou uma amostra de um dos seus futuros lançamentos (e desta vez no prazo certo) e eu já li e vou falar um pouquinho aqui do que achei.
Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente
Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.
O livro está dentro de um estilo que eu realmente não entro com muitas expectativas, mas tenho muita coisa a comentar sobre. Vamos começar pela história;
A sinopse do livro é um tanto quanto mórbida, mas é algo que estou muito acostumado, principalmente quando se trata de contemporâneos. A grande questão aqui é como se encontra a realidade de um amigo quando o seu parceiro o deixa de maneira abrupta. Por trás de tudo isso, tem um grande mistério que não posso contar como se desenvolve. Não é algo muito interessante, mas você vai esperar pela sua revelação. O enredo é bem calmo e o que me preocupa é que, se depois de todas as páginas, vamos ter algum resultado. Como é uma amostra, eu realmente não sei se todo esse tempo vai realmente trazer resultado.
Os personagens são poucos, mas até que realmente interessantes para a história. Sam tinha uma amizade com Hayden que consigo me identificar. É um tipo de amizade tão parecida com a do meu melhor amigo que a identificação é quase total. Um protagonista nerd é algo um pouco diferente e eu gosto disso, ajuda a me identificar um pouquinho mais. Os coadjuvantes são realmente muito bem trabalhados, são descritos de uma forma que te convence e até parece que você realmente conhecia eles.
Como é uma playlist eu preciso falar das músicas. Bom, não duvido da qualidade delas e até conheço algumas, mas não são parte do meu cotidiano. Só que elas cumprem sua função, combinam com a história e se você ouvir alguma delas pode gostar (a minha favorita é a do capítulo 6).
A Playlist de Hayden não faz parte do meu gênero favorito, mas de certa forma me conectou a história. Não posso dar o mérito ao livro, mas a uma grande sorte. Tenho curiosidade para ver no que vai dar mas por enquanto não é nada que mude minhas concepções quanto ao gênero, então:

Título: A Playlist de Hayden | Autor: Michelle Falkoff  | Editora: Novo Conceito | Páginas: 86/288

segunda-feira, 16 de março de 2015

Primeiras impressões: A Mais Pura Verdade


 Lançamento de março, A Mais Pura Verdade é um livro com um tema que eu admito não gostar muito, mas foi inevitável desejar esse livro assim que li sua sinopse. A história é sobre um garoto que sofre de uma doença (que prefiro deixar como mistério) e que cansado da pena das pessoas e de "viver" em hospitais, acaba fugindo com seu cachorro e uns itens a mais.
Tá, eu decidi que se tinha um livro do gênero que eu resolvi amar, foi esse. Uma história com cachorro é algo que me destrói completamente, não importa o que façam. Mas ai, a Novo Conceito resolveu dar um presente a vários leitores, dando uma amostra do livro. Tudo de graça, e muito bem acabado.

Só que o meu não chegou e eu realmente temi ficar sem o meu, mas finalmente chegou e depois de ler, quero contar tudo para vocês.
Primeiro: A edição, mesmo sendo uma amostra, é uma graça. Acho que a Novo Conceito fez isso para mostrar para a gente o que é realmente a edição completa e devo dizer: muito bonita!
A história não me surpreende. E digo isso no sentido de que eu realmente tive aquilo que esperava, uma história que traz emoção. Beau, o cão de Mark, é realmente uma coisa maravilhosa; sua companhia é algo que mexe (principalmente para quem não aguenta uma história com cães).
Entre os capítulos do Mark, tem os da amiga e família dele lidando com seu sumiço. Achei ótimo porque dá ainda mais dimensão e importância as coisas. Porém, inicialmente, poucos desses capítulos trazem algo realmente diferente.

Mas ainda assim, nem tudo é perfeito. Achei o Beau um pouco humanizado demais, deixando-o com um aspecto meio "cartunesco", o que me desagradou um pouco.
Mark também me incomodou por ser um pouquinho duro, tão preenchido de um rancor que não se permite ser ajudado. Em uma certa passagem, quando uma mulher o ajuda, ele reage de uma forma que não me agradou. Se tem algo que gosto em livros, principalmente nesse gênero, é a bondade das pessoas; E a forma que o Mark se irrita com isso e age de maneira tão injusta, me irritou um pouco.
Com o final desse cortesia da Novo Conceito, eu só posso dizer que: A Mais Pura Verdade é realmente incrível, não é perfeito, mas emociona. Preciso desse final para decidir se vou favoritar mas já por essas páginas, posso dar:

Título: A Mais Pura Verdade | Autor: Dan Gemeinhart | Editora: Novo Conceito | Páginas:  95/224

domingo, 18 de janeiro de 2015

Recomeço

Oi pessoal! Faz bastante tempo que não venho aqui conversar com vocês e peço perdão pelo vacilo.
Só quero avisar que o blog vai voltar, porque sinto saudades de escrever aqui sim, por incrível que pareça.
Deixar o blog abandonado me encheu de remorso, principalmente porque ele vai fazer 1 ano e recebeu tão pouca dedicação. Só que me envolvi por ter um canal no youtube, onde o feedback é muuuito maior. Eu vou voltar, tenho planos para isso. Talvez não com toda a força, mas vou fazer mais e mais para deixar esse blog cada vez mais vivo.
Obrigado por estarem aqui!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Personagens que eu gostaria que tivessem seu próprio livro [Top 10 Terça]

Oi pessoal, estou de volta com essa coluna que é tudo de bom. Hoje eu vou falar de 10 personagens que deveriam ter um livro só para eles.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

10 livros que eu quero muito ler durante a primavera. [Top 10 Terça]

Oi pessoal! Outra terça com mais um Top 10. E dessa vez, eu vou falar de 10 livros que eu quero ler nessa primavera. Um detalhe antes de tudo: Em inglês esse top 10 é para estação do outono americano, mas como é um outono lá e primavera aqui, vale a primavera. Acabou aviso, vamos lá!
  1. A Desconstrução de Mara Dyer: Já virou leitura obrigatória de tão recomendado. Estou contando os dias para que o livro chegue e eu possa começar a ama-lo. Bom, pelo menos é o que eu espero.
  2. A Evolução de Mara Dyer: Nem comecei a ler o primeiro e já estou ansioso para ler o segundo, o que dizer desse livro que eu mal conheço e já considero pacas?
  3. Picta Mundi: Provavelmente você disse: OHHH MEU DEUS É PICTA MUNDI! E sim, é Picta Mundi! Estou louco para conhecer essa história que simplesmente promete!
  4. Todo Dia: Eu ia ler o livro nesse mês, mas resolvi deixa-lo para o próximo. Queria poder ler com bastante calma e concentração para tirar o melhor da história.
  5. O Futuro de Nós Dois: Eu devo admitir que não é bem o meu gênero favorito, mas eu achei a sinopse interessante, e amigos disseram gostar. Agora resta ver, se eu vou gostar também.
  6. Ratos: Esse é o livro que eu vejo falar ou bem ou mal. E da ultima vez que eu li um livro assim, acabei não gostando. Ratos parece ser bem denso e vai combinar bem com o mês do horror (que eu vou falar sobre depois)
  7. O Cão dos Baskerville: Li Um Estudo em Vermelho e fiquei apaixonado, agora quero ler mais um romance e ver se o mistério vai durar mais ou menos tempo nas mãos de Sherlock Holmes
  8. Vaclav & Lena: Paguei tão barato no livro que ele já se tornou completamente satisfatório. O livro vai ser uma leitura da qual eu não sei o que esperar.
  9. No Escuro: Outro livro que vai para o mês do horror e que parece ser o mais pesado de todos os outros livros.
  10. Em Busca de Wondla: É a leitura que estou menos ansioso, mas mesmo assim a história me interessa, e vou fazer leitura conjunta, então acho que vai ser divertido.
Então galera, esse foi o Top 10 Terça de hoje. Ainda há muitos livros para serem lidos nessa primavera, mas eu ainda não os comprei, então não aparecem aqui. Fiquem ligados porque todos os livros que eu citei vão ter resenha no blog. Abraços!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Autores que só li um livro e preciso ler mais. [Top 10 Terça]

Oi pessoal! Hoje eu resolvi fazer um estilo de post que eu achei sensacional. É o Top 10 Terça. É uma coluna criada pelo blog The Broke and the Bookish. Eu vi um desses posts no Blog Um papo entre páginas e pensei: Nossa eu tenho que fazer.
No blog tem o tema para cada terça e também todos os temas passados. Agora com tudo explicado, vamos fazer o post. O tema de hoje é: 10 autores que só li um livro e preciso ler mais!
  1. Ernest Cline: Mas eu EXIJO ler mais um livro dele. Vocês sabem (ou pelo menos deveriam saber) que Jogador Número 1 é um dos meus livros favoritos e é único livro dele. Por isso eu preciso de mais. Até onde eu sei ele está escrevendo um livro chamado Armada que está previsto para o ano que vem e eu estou me urinando.
  2. Ransom Riggs: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares é um livro que além de ter um título gigantesco, é muuuuito daora. Por ter uma continuação eu necessito do próximo livro. A forma de usar fotos para compor a história é TUDO de bom, e eu com certeza quero mais.
  3. Arthur Conan Doyle: Eu já li Um Estudo em Vermelho e tenho outros livros do Sherlock Holmes na minha lista, mas a pilha está aumentando e estou adiando a leitura. Vi até outros livros dele na escola, mas ainda não peguei nenhum para ler.
  4. Rebecca Stead: Amanhã Você Vai Entender é um dos meus livros favoritos do ano e por isso quero Liar & Spy. Não foi publicado no Brasil, mas pela curiosidade eu leria até em inglês. Só falta tomar vergonha na cara e comprar.
  5. Eduardo Spohr: A Batalha do Apocalipse é aquele livro da minha estante que eu amo de todo o coração. Além disso acho que o autor é uma das pessoas mais bacanas que eu "conheço." Eu era amigo dele no Orkut e tudo hahaha (vai ser minha maior perda quando o serviço acabar). Agora preciso ler Filhos do Éden por motivos de: acho que vai ser maravilhoso.
  6. Bárbara Morais: Eu devo admitir que A Ilha do Dissidentes não foi tão bom, mas eu definitivamente quero ler a continuação. O rumo que a história pode tomar pode ser muito é do bom.
  7. Roald Dahl: A Fantástica Fábrica de Chocolates foi um livro bacana apesar de não trazer nada de novo por motivos de: filme. Pra quem não sabe, ele tem uma continuação que parece bem engraçada, onde Charlie viaja para o espaço no elevador de vidro. Além disso ele também escreveu Matilda que é um dos meus filmes favoritos de sempre.
  8. Neil Gaiman: Não foi bem um livro que eu li, mas mesmo assim eu quero mais. Os Livros da Magia se mostrou muito interessantes  e eu mais do que quero ler Sandman. Infelizmente por aquele preço... Mas ele ainda tem vários livros que eu quero ler também, enfim eu quero ler tudo.
  9. Patrick Ness: Bem, eu não li apenas 1 livro dele. Na verdade foram 2, mas ainda assim eu preciso e muito ler outros livros dele. Sério, depois da Trilogia Mundo em Caos, não tem como não querer ler TODOS os livros dele.
  10. Sally Green: Devo dizer que ainda não li um livro dela, mas como Half Bad é uma das minhas próximas leituras e é uma série, é inevitável que eu queria e precise ler mais.
E essa foi a lista pessoal! Eu ainda deixei outros autores de fora como David Levithan  que apesar de não ter lido eu acho que vou querer ler mais, mas ainda não posso confirmar. Ou Ray Bradbury que apesar de ter me decepcionado com Fahrenheit 451 eu ainda penso em ler mais. E vocês: Que autor você só leu um livro e está DOIDO para ler mais?

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Fahrenheit 451 - Resenha


A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.
Fahrenheit 451 estava entre os 3 livros distópicos clássicos que eu queria ler, porque é meu gênero favorito e porque eu acho uma leitura obrigatória. O problema de gostar tanto desse gênero e esperar tanto pelas histórias clássicas, é que eu superestimo e comparo, e isso é um erro tremendo no caso de Fahrenheit 451.
O livro consegue ser bom de forma geral e nos debates que gera, mas peca na estruturação do background. É falado de tudo um pouco, mas é um pouco que não me satisfez como distopia, onde eu prezo muito pelo governo colocado na sociedade (na verdade a forma de governo é brevemente citado). Outro ponto negativo ao livro é o fato de tudo ser breve demais, o livro na minha opinião passa e é escrito de forma tão rápida, que nada se aprofunda. É ótimo para quem quer uma leitura para a tarde, mas não para pessoas como eu que queria algo bem mais aprofundado, sem se comprometer.
Além disso ao narrativa apesar de ser em terceira pessoa e tão geral, se aprofunda muito nos pensamentos desnecessários do protagonista, isso cria um confusão na hora da leitura, onde em certos momentos coisas da realidade se misturam com sentimentos de Guy e você se encontra perdido de um parágrafo para outro. É como se tivesse, arrancado uma página do livro e você nem percebesse. Eu não teria nada contra ao que ele está pensando, mas em pouquíssimos momentos do livro você realmente sabe o que ele pensa sobre o que está acontecendo, você sabe que ele está nervoso, sabe que está irritado, mas nunca sabe o que ele pensa a respeito de muitas outras coisas.
O livro não é todo ruim porque até não seria tão bem avaliado por quem gosta. Ele trás um número enorme de debates para tão poucas páginas. Você questiona a existência de certos personagens, se questiona a respeito do que faria e etc. Afinal o livro tem um plot muito interessante, onde bombeiros incendeiam e principalmente uma sociedade onde livros são proibidos.
Aconselho a qualquer pessoa ler, mas sem muitas expectativas a aprofundamentos claros e sim nos debates posteriores, por isso:

Título: Fahrenheit 451 | Autor: Ray Bradbury | Editora: Globo livros | Páginas: 216